Para mim, o que é o CEB?


O CEB é, para mim, a ferramenta de liberdade. Ao mesmo tempo caloroso por reconhecer as qualidades do coração, me ajuda a colocar uma certa racionalidade nas emoções, porque me mostra como elas se processam. Sou refém do sequestro mais longo e mais feliz da minha vida!

A primeira coisa que eu preciso dizer é que eu não escolhi o CEB, foi o CEB que me escolheu. Eu só estava ajudando a minha irmã, Jeanne, a coordenar o curso completo que ela estava oferecendo pela primeira vez aqui em São Paulo. Tadinha de mim, toda iludida!

Quando o curso começou e eu fui indo, entrando, ficando, fui percebendo que o convite, na verdade, não era pra ajudar na coordenação do curso. O convite era pra eu me encontrar comigo mesma. E foi esse encontro que o CEB me proporcionou.

Claro que, depois de conhecer o conteúdo, a gente precisa de uma dose de coragem para seguir as práticas. Não é fácil encontrar com coisas que a gente não gosta de saber. Coisas do tipo ninguém pode fazer a gente feliz a não ser a gente mesmo. Como assim? Passei a vida buscando uma coisa que eu já tinha! E pior, cobrando que os outros me dessem aquilo.

Ao mesmo tempo que é uma verdade difícil (ser responsável pela nossa própria felicidade) é uma liberdade incrível (não responsabilizar ninguém por ser feliz). Pensa, é uma agressão obrigar o outro (seja a relação qual for) a nos fazer feliz. Eu estou falando da felicidade e da responsabilidade que depositamos na mão do outro, porque naquele momento da minha vida, era isso que eu fazia (ainda faço, um pouquinho). Tinha recém terminado um relacionamento longo e complicado, onde cobrei demais, onde depositei fichas demais, onde fiz todas as coisas que a gente faz nos nossos relacionamentos.

Mas, por fim, quando fui sequestrada pelo CEB, aprendi a me olhar. Criei um ponto de restauração e tive um comparativo do que é ter o mínimo de equilíbrio para sobreviver em meio ao turbilhão que é a vida. Vi beleza na solidão, senti amparo no silêncio e calor no amor e na felicidade genuína. Aprendi a ver as minhas qualidades, a saber o que quero trazer pro mundo. E desse modo, quis fazer disso tudo a minha vida.

Sou formada em Design Gráfico. Nunca vi que poderia trazer uma contribuição muito efetiva pro mundo, nessa profissão. E nunca me senti completa. Com 30 anos, decidi que estava cansada da inteligência de mercado. Pedi demissão de um emprego legal que tinha e fiquei mais perdida do que nunca. Comecei a seguir a minha irmã em todos os cursos, oficinas, workshops, palestras que ela oferecia, com a desculpa de ajudar ela (ts ts ts). E em uma dessas, conheci uma adolescente que fez o meu olho brilhar. Dizia ela que sofria de ansiedade. Em uma semana ela era a mais agitada. Aprendeu algumas práticas e na semana seguinte, ela era a mais tranquila, decidida e feliz daquele grupo. O motivo? Ela se reconheceu, se encontrou. E naquele momento eu pensei “É isso que eu quero”. Fiz uma pós graduação em Psicopedagogia. Senti falta de uma base sólida de conhecimento e iniciei a graduação de Psicologia. Fiz a formação do CEB e hoje sou professora.

Meu foco é pessoas como aquela garotinha, que se identificou tanto comigo a ponto de dizer que só eu a entendia. Foi ela que me trouxe aqui, que me motivou. É por ela e por mais um monte de adolescentes que eu estudo, que me dedico e que me faz querer ser melhor do que eu sou agora. Mas não só de adolescentes eu vivo, mas isso você vai ver conforme meus projetos forem se concretizando.

Se você chegou até aqui, nesse texto imenso, é porque busca uma motivação. Se esse texto te motivar de algum modo e te fizer me procurar ou procurar algum professor certificado do CEB (veja aqui a relação), eu já vou ter cumprido a minha missão de hoje.

O CEB é, para mim, a ferramenta de liberdade. Ao mesmo tempo caloroso por reconhecer as qualidades do coração, me ajuda a colocar uma certa racionalidade nas emoções, porque me mostra como elas se processam. Sou refém do sequestro mais longo e mais feliz da minha vida!

Um beijo e até o próximo texto.