Para mim, o que é o Yin Yoga?


Eu iniciei meus trabalhos corporais aos 12 anos de idade, quando me encantei, formalmente, pela Dança do Ventre. Iniciei as aulas e a Dança do Ventre que me acompanhou por quase 10 anos. Aos 20 anos iniciei aulas na Dança de Salão, que me acompanha até hoje, aos 35 anos. Sou absurdamente grata aos meus professores porque se não fossem as aulas de dança, talvez não teria despertado para a importância do corpo! (são muitos, não tenho como colocá-los aqui)

Aos 26 anos, comecei a praticar meditação. O corpo não era muito problema, mas permanecer em uma posição que você não está acostumada por um período, é um pouquinho torturante. E nesse sentido, eu enxergava o corpo separado da mente, na verdade, eu percebia o corpo como um impedimento para treinar a mente. Sou imensamente grata à minha professora por ter me encaminhado nesse treinamento, se não fosse ela, eu não teria despertado para a importância do treinamento da mente. Obrigada, irmã, Jeanne Pilli, por me colocar nesse caminho e estar de mãos dadas comigo!

Yoga nunca foi um atrativo. Eu achava complicado ter que entrar em uma postura que meu corpo não permitia. Claro que tinha um componente emocional porque, apesar de eu dançar, eu não tinha (não tenho) elasticidade – achava eu!
Enfim, num curso que foi uma mistura de corpo e mente, eu descobri o Yin Yoga, na prática. Quando pude ver a quietude da minha mente aliada a quietude do meu corpo, eu compreendi que não existe a separação do corpo e da mente e que meu corpo não precisa:
1 – Ser um impedimento para o treino da mente;
2 – Ser obrigado na postura correta e alinhada do Yoga.

Eu descobri o meu corpo amigo, o meu corpo companheiro e o respeito da minha mente pelo meu corpo. O tempo todo o corpo nos avisa que algo pode estar errado: alimentação, postura, roupas, etc., mas a nossa mente é agitada demais e a nossa vida nos cobra demais e não escutamos nosso corpo. O que acontece? Doenças, físicas e mentais. Quando chegamos no ponto de estar acamados, o nosso corpo jogou a toalha e diz “Ou você para ou eu paro. Como você não me escuta, eu paro por nós dois!”

Para mim, o Yin Yoga é, portanto, um instrumento de escuta do nosso, de aprender a respeitar o corpo e é uma porta para a quietude da minha mente, de uma forma completamente inclusiva, pois respeita os meus limites e me ensina a enxergá-los.

Eu sou imensamente grata à minha professora de Yin Yoga porque sem ela, eu não teria compreendido a união do corpo e da mente. Obrigada, querida Marina Boni, por ter sido essa lanterna e por ter me dado a oportunidade dessa compreensão e ter mudado a minha visão.

Espero contribuir para sua decisão de tentar encontrar no corpo um parceiro, um amigo e um ser que precisa ser cuidado junto com a nossa mente!

Um beijo e até a próxima